23/03/2011

mar e moto.



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O ser humano tem o doce prazer de sempre relembrar o passado alheio, principal e exclusivamente se o tal passado for negro ou cheio de falhas. Se tiver os dois itens citados e mais uma dose de sacanagem, aí que a memória alheia funciona com vontade. É incrível e chega até ser automático. Um detalhe importante é que: nós lembramos do passado daquele fulano que pulou a cerca ou então daquela beotrana que deu pro namorado antes do casamento e ficou 'buchuda', nos esquecendo das milhares de mentiras que contamos durante os dias e das fofocas que fazemos nos corredores.
Eu sei, eu sei, o nosso pecado Deus lança no mar do esquecimento (Miquéias 7.19), daí eu venho e te pergunto:  - e os pecados do fulano e da beotrana não são tratados do mesmo modo?!
Talvez, você deva pensar que o seu pecado não trouxe uma consequência ou que você pecou sem-querer. Talvez você deva pensar que o/a outro/a não merece perdão ou misericórdia, eu não te condeno. Por muito tempo eu pensei assim, até meus olhos se abrirem e eu perceber que não presto tanto quanto o/a outro/a que eu queria condenar.
Lembre-se que a misericórdia e a graça de Deus não é SÓ sobre a sua vida, que Cristo morreu por todos e fim. 

21/03/2011

Meu, meu, meu.!


Quem já viu Procurando Nemo deve lembrar daquelas aves que ficam gritando: Meu, meu, meu... A coisa é super irritante, eu tenho vontade de atirar um pedra naqueles bichos. Pois então, quem é de alguma igreja com certeza já ouviu um irmãozinho dizer a mesma coisa.

-Essa igreja é minha.
-Esse banco fui eu que comprei.
-Ah eu doei dinheiro pra comprar os equipamentos de som.

Você fez tudo isso, irmão? Parabéns, talvez tenha ganhado umas pedrinhas na sua coroa. Mas eu acho que você esqueceu de um detalhe importante, o dono dessas coisas é Deus.
Não importa o quanto você retirou da sua conta bancária, quando você fez a "doação" ele já deixou de ser teu.

Na igreja é pregado o desapego às coisas materiais, mas o povo não quer largar o osso. A igreja não é nossa, o banco, o piso e o ventilador também não são. Já passou da hora da gente se preocupar pra onde vai a nossa alma e não pra onde os jovens vão levar o violão.
O pior de tudo é que, como no filme, fica um em cima do outro tentando aparecer. Vamos lembrar que nada disso será levado pro céu. Façamos a nossa parte de boca fechada.

17/03/2011

sincera mente.




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Tem gente que já me julga só pelo fato deu ir na igreja. Preciso dizer que isso me causa dores no dedão esquerdo e coceira no pé direito?! Desde que o mundo é redondo estamos acostumados a julgar pelas aparências, nesse caso, pela aparência do local.

Caminhando pra casa, cheguei a conclusão que o meio onde eu estou não influência em nada na minha essência, até eu permitir que a mudança aconteça. Ou seja, o fato deu ir num bar, não me torna uma pinguça ou pé-de-cana. Do mesmo jeito que o fato deu ir numa boate não me torna uma puta-a-procura-de-alguém. Assim sendo, o fato deu ir na igreja não me torna uma cristã de verdade ou uma pessoa decente.
O meio que você vive, só interfere no seu eu quando você deixa isso acontecer. Você pode ir num bar e pedir um suco de laranja sem açúcar, e se sentir bem com isso. Você pode ir numa igreja, ouvir o que eles dizem e se esquecer de tudo assim que colocar o pé do lado de fora. Pode acreditar que esses acontecimentos acontecem todos os dias ou todos os finais de semana. Mas, a partir do momento que você entrar num bar e pedi uma dose de conhaque ou uma garrafa de cerveja, a mudança acontece e você corre o risco de não conseguir controlar o que virá depois. A comparação com a igreja morre aqui, porque com Deus o pagode rola de outro jeito. Você pode ouvir um sermão/conselho/qualquer-coisa-da-Bíblia e praticar, mas a partir do momento que você resolve não querer, simplesmente acaba. Isso é o que conhecemos pelo nome de: livre arbítrio.
Então não venha colocar a culpa em ninguém ou no meio onde você vive, pois a escolha é só sua.